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Comunicação Não Violenta é tema de palestra no Colégio Soka do Brasil

5 de Fevereiro de 2026

Certa vez, o fundador do Colégio Soka, Dr. Daisaku Ikeda, ao falar sobre a importância de ir ao encontro das pessoas como forma de superar a violência, afirmou: “O diálogo é essencial para a construção de um mundo no qual ninguém seja deixado para trás. O diálogo conduz ao triunfo.” ¹

Um dos valores do Colégio Soka do Brasil é justamente o diálogo como ferramenta de transformação: formar cidadãos conscientes, criativos e comprometidos com a paz.

Buscando colocar em prática esses valores que priorizam a dignidade da vida, no dia 27 de janeiro, o Colégio Soka do Brasil promoveu um encontro com a profissional Cindy Carbonari para a formação “Comunicação Não Violenta”, envolvendo todo o corpo docente da instituição.

A Comunicação Não Violenta, desenvolvida pelo psicólogo Marshall Rosenberg, propõe que exercitemos a capacidade de nos expressar sem julgamentos, ouvindo opiniões e, em vez de acusar o outro por ações com as quais não concordamos, saibamos comunicar como nos sentimos diante delas.

Rodrigo Conceição, diretor geral do Colégio Soka, compartilhou que o objetivo do encontro era fortalecer tudo o que a instituição vem construindo, especialmente para seus alunos e funcionários. “O dia de hoje será para fortalecer nossos laços e construir diálogos sinceros.”

Cindy Carbonari, atua como facilitadora de diálogos, mediadora, palestrante e advogada, conduziu a formação com sua ampla experiência por quase três horas. No entanto, o foco do encontro esteve na prática do diálogo acolhedor.

O propósito era claro: promover um ambiente mais construtivo e de desenvolvimento humano. Cindy afirmou: “Estou muito feliz. Teremos uma palestra dinâmica. Este ambiente não silencia ninguém, e todas as conversas são bem-vindas.”

“A Comunicação Não Violenta requer muito diálogo e honestidade”

Cindy convidou os participantes a formarem um grande círculo na entrada do Colégio e assim permaneceram. Em seguida, provocou: “Quando o diálogo se estabelece como pilar da nossa vida, ele não precisa de um espaço bonito para acontecer, pois o diálogo acontece no meio do caos.”

Ela destacou que, naquela formação circular, todos conseguiam se enxergar, o que é essencial para uma cultura de paz: “Todos vocês estão se enxergando, e é agora que nossa dinâmica começa.”

Foram realizadas diversas trocas: desde compartilhar como foram as férias até conversar sobre o núcleo familiar, sempre respeitando o tempo estipulado.

Ao final, alguns comentaram a dificuldade de responder devido ao período curto, e Cindy ponderou: “Toda vez que estamos interagindo, precisamos lembrar que as pessoas aqui são as mais importantes. Você é a pessoa mais importante na vida de alguém. Quando estiver dialogando, lembre-se: essa pessoa também é importante na vida de alguém. Há alguém que precisa muito dela.”

A partir disso, reforçou que cuidar do outro e de si mesmo envolve respeito e zelo.

“Está faltando algo aqui”

O que faz uma pessoa escolher a não violência? Como é um mundo realmente não violento? Essas questões despertaram reflexões profundas entre os participantes.

Cindy trouxe o exemplo da fome: “Quando ficamos muito tempo sem nos alimentar, nosso humor muda. Nesse momento, existe diálogo?”

Todos responderam que não.

Ela continuou: “A alimentação, nesse exemplo, representa uma necessidade. Quando ela não é atendida, reagimos com violência. A violência é quase um grito de socorro dizendo: está faltando algo aqui!”

E como lidar com isso? “Se criarmos um ambiente em que todas as necessidades são importantes e fizermos um esforço coletivo para atendê-las, teremos um mundo sem violência, pois as pessoas não precisarão recorrer à violência.”

Como você está?

Cindy destacou que, sem um diálogo honesto, não é possível construir uma cultura de paz.

A pergunta que dá nome a este tópico foi um dos pontos de reflexão da palestra.

Ela convidou todos a cultivarem relações genuínas: “Muitas vezes respondemos no automático. Construir uma relação honesta exige ouvir e aceitar.”

Entre outros temas, falou sobre feedbacks — o famoso “olho no olho”: “Precisamos favorecer conexões que inspirem e motivem. Feedback, quando visto como ameaça, pode destruir o ambiente. A pergunta deve ser: como tornar esse momento agradável? Precisamos identificar a forma que mais nos conecta com as pessoas.”

Pontos apresentados por Cindy para construir uma comunicação pacífica e efetiva:

1. Construir um ambiente em que a honestidade seja bem-vinda, sem punição.

2. Abrir o diálogo com autenticidade.

3. Saber separar nossa opinião dos fatos.

4. Limpar as lentes: distinguir o que realmente aconteceu de como interpretamos o acontecido.

Ao final, ela reforçou: “Precisamos ser honestos. A cultura de guerra é silenciosa e ‘fofinha’. Conflito só existe onde há cuidado — e quem se importa, se incomoda.”

No vídeo abaixo, um dos exemplos utilizados por Cindy Carbonari durante a palestra. Assista ao exemplo de como colocamos em ação a Comunicação Não Violenta com o exemplo de um personagem principal de uma história entre a narrativa do bem contra o mal.

A palestra fez parte da Semana de Formação da Equipe Soka, promovida pelo Colégio Soka do Brasil aos profissionais com capacitações, aprimoramento e troca de ideias, visando o ano de 2026.

Veja no Instagram do Colégio Soka  da Semana de Formação da Equipe Soka

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