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Certa vez, o fundador do Colégio Soka, Dr. Daisaku Ikeda, ao falar sobre a importância de ir ao encontro das pessoas como forma de superar a violência, afirmou: “O diálogo é essencial para a construção de um mundo no qual ninguém seja deixado para trás. O diálogo conduz ao triunfo.” ¹
Um dos valores do Colégio Soka do Brasil é justamente o diálogo como ferramenta de transformação: formar cidadãos conscientes, criativos e comprometidos com a paz.
Buscando colocar em prática esses valores que priorizam a dignidade da vida, no dia 27 de janeiro, o Colégio Soka do Brasil promoveu um encontro com a profissional Cindy Carbonari para a formação “Comunicação Não Violenta”, envolvendo todo o corpo docente da instituição.
A Comunicação Não Violenta, desenvolvida pelo psicólogo Marshall Rosenberg, propõe que exercitemos a capacidade de nos expressar sem julgamentos, ouvindo opiniões e, em vez de acusar o outro por ações com as quais não concordamos, saibamos comunicar como nos sentimos diante delas.
Rodrigo Conceição, diretor geral do Colégio Soka, compartilhou que o objetivo do encontro era fortalecer tudo o que a instituição vem construindo, especialmente para seus alunos e funcionários. “O dia de hoje será para fortalecer nossos laços e construir diálogos sinceros.”
Cindy Carbonari, atua como facilitadora de diálogos, mediadora, palestrante e advogada, conduziu a formação com sua ampla experiência por quase três horas. No entanto, o foco do encontro esteve na prática do diálogo acolhedor.
O propósito era claro: promover um ambiente mais construtivo e de desenvolvimento humano. Cindy afirmou: “Estou muito feliz. Teremos uma palestra dinâmica. Este ambiente não silencia ninguém, e todas as conversas são bem-vindas.”
“A Comunicação Não Violenta requer muito diálogo e honestidade”
Cindy convidou os participantes a formarem um grande círculo na entrada do Colégio e assim permaneceram. Em seguida, provocou: “Quando o diálogo se estabelece como pilar da nossa vida, ele não precisa de um espaço bonito para acontecer, pois o diálogo acontece no meio do caos.”
Ela destacou que, naquela formação circular, todos conseguiam se enxergar, o que é essencial para uma cultura de paz: “Todos vocês estão se enxergando, e é agora que nossa dinâmica começa.”
Foram realizadas diversas trocas: desde compartilhar como foram as férias até conversar sobre o núcleo familiar, sempre respeitando o tempo estipulado.
Ao final, alguns comentaram a dificuldade de responder devido ao período curto, e Cindy ponderou: “Toda vez que estamos interagindo, precisamos lembrar que as pessoas aqui são as mais importantes. Você é a pessoa mais importante na vida de alguém. Quando estiver dialogando, lembre-se: essa pessoa também é importante na vida de alguém. Há alguém que precisa muito dela.”
A partir disso, reforçou que cuidar do outro e de si mesmo envolve respeito e zelo.
“Está faltando algo aqui”
O que faz uma pessoa escolher a não violência? Como é um mundo realmente não violento? Essas questões despertaram reflexões profundas entre os participantes.
Cindy trouxe o exemplo da fome: “Quando ficamos muito tempo sem nos alimentar, nosso humor muda. Nesse momento, existe diálogo?”
Todos responderam que não.
Ela continuou: “A alimentação, nesse exemplo, representa uma necessidade. Quando ela não é atendida, reagimos com violência. A violência é quase um grito de socorro dizendo: está faltando algo aqui!”
E como lidar com isso? “Se criarmos um ambiente em que todas as necessidades são importantes e fizermos um esforço coletivo para atendê-las, teremos um mundo sem violência, pois as pessoas não precisarão recorrer à violência.”
Como você está?
Cindy destacou que, sem um diálogo honesto, não é possível construir uma cultura de paz.
A pergunta que dá nome a este tópico foi um dos pontos de reflexão da palestra.
Ela convidou todos a cultivarem relações genuínas: “Muitas vezes respondemos no automático. Construir uma relação honesta exige ouvir e aceitar.”
Entre outros temas, falou sobre feedbacks — o famoso “olho no olho”: “Precisamos favorecer conexões que inspirem e motivem. Feedback, quando visto como ameaça, pode destruir o ambiente. A pergunta deve ser: como tornar esse momento agradável? Precisamos identificar a forma que mais nos conecta com as pessoas.”
Pontos apresentados por Cindy para construir uma comunicação pacífica e efetiva:
1. Construir um ambiente em que a honestidade seja bem-vinda, sem punição.
2. Abrir o diálogo com autenticidade.
3. Saber separar nossa opinião dos fatos.
4. Limpar as lentes: distinguir o que realmente aconteceu de como interpretamos o acontecido.
Ao final, ela reforçou: “Precisamos ser honestos. A cultura de guerra é silenciosa e ‘fofinha’. Conflito só existe onde há cuidado — e quem se importa, se incomoda.”
No vídeo abaixo, um dos exemplos utilizados por Cindy Carbonari durante a palestra. Assista ao exemplo de como colocamos em ação a Comunicação Não Violenta com o exemplo de um personagem principal de uma história entre a narrativa do bem contra o mal.
A palestra fez parte da Semana de Formação da Equipe Soka, promovida pelo Colégio Soka do Brasil aos profissionais com capacitações, aprimoramento e troca de ideias, visando o ano de 2026.
Veja no Instagram do Colégio Soka da Semana de Formação da Equipe Soka
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